sexta-feira, 26 de junho de 2009

Manifesto por uma posição consistente do governo brasileiro frente à mudança do clima

Fonte: FRENTE PARLAMENTAR AMBIENTALISTA
25/6/2009

As entidades signatárias do presente documento vêm a público reiterar a necessidade de
políticas públicas mais consistentes para lidar com as mudanças climáticas no Brasil.

A magnitude das alterações futuras do clima global já pode ser avaliada pelos recentes eventos
extremos que atingiram o Brasil, como a seca em 2005 e a enchente em 2008 na Amazônia, o
furacão Catarina e as enchentes no Norte e Nordeste, e indicam a urgência para a busca de
soluções de redução das emissões de gases do efeito estufa e adaptação ao problema.

Pedimos, portanto, que o governo adote ações imediatas para que o país possa enfrentar tais
alterações climáticas e seus impactos nas áreas econômica, social e ambiental. Entre as ações
consideradas emergenciais, destacamos:

 Apoio à aprovação da lei que cria a Política Nacional de Mudanças Climáticas em trâmite no Congresso Nacional. É fundamental que se estabeleça acordo entre as lideranças do Congresso em torno de um texto único que defina um marco regulatório detalhado para orientar a sociedade e a economia no rumo do desenvolvimento de baixo carbono, que estabeleça metas obrigatórias de redução de emissões de gasesestufa para diferentes setores e atividades econômicas no país, orientando as estratégias e ações nacionais de mitigação e adaptação à mudança do clima. A definição de metas proporciona oportunidade de soluções tecnológicas inovadoras, garantindo a médio e longo prazo a competitividade da economia brasileira;

 Adoção de medidas concretas no âmbito do Plano Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), incluindo destinação de recursos financeiros, definição de responsabilidades e prazos para cumprimento das metas estabelecidas. Destacamos nesse contexto a necessidade urgente de cumprimento de metas de combate ao desmatamento na Amazônia e o acréscimo de metas de redução específicas de desmatamento no Cerrado, na Caatinga, na Mata Atlântica, no Pantanal e no Pampa. É fundamental que o governo destine recursos financeiros suficientes para que o Plano possa sair do papel e gerar resultados. Apesar do documento aprovado pelo governo
ser um primeiro passo para uma estratégia nacional de combate às mudanças climáticas, ainda está longe de constituir um esforço de Estado que coloque o Brasil nos trilhos de um desenvolvimento de baixo carbono. Consideramos ainda de extrema importância a manutenção do Código Florestal e a busca de mecanismos de incentivo à sua implementação, como a regulamentação das cotas florestais e o Pagamento por Serviços Ambientais. São medidas importantes também a maior coordenação com iniciativas estaduais e a adoção de planos estaduais de redução de emissões, o estímulo à restauração da Mata Atlântica, e a divulgação de relatórios de progresso das ações governamentais;

 Reversão da estratégia de carbonização da matriz energética brasileira, que caminha no sentido oposto ao esforço adotado por outras nações. A tendência explícita de carbonização da matriz energética brasileira e de investimentos em tecnologias insustentáveis se revela na crescente instalação de termelétricas a gás, óleo, carvão mineral e nuclear previstas nos planos para o setor. É fundamental que o governo inverta esse processo e estimule maciçamente a eficiência energética, a otimização do uso de energia gerada e a adoção em larga escala de fontes sustentáveis de energia renovável e de baixa emissão em que o país apresenta enorme potencial produtivo, como a eólica, a solar térmica e a biomassa. É fundamental que qualquer possibilidade
de expansão da hidroeletricidade seja amparada num planejamento adequado, cujas premissas devem ser a sustentabilidade dos ecossistemas, a minimização dos impactos socioambientais e a eficiência do modelo de demanda a fim de orientar a expansão sustentável da oferta de energia. Os planejadores não podem ver a Amazônia apenas como mais uma fronteira. Não se pode continuar e perpetuar o modelo exploratório dos recursos renováveis aplicado há séculos onde os impactos sociais e ambientais são apenas uma externalidade dos empreendimentos.

 Posição firme dos representantes brasileiros nas negociações internacionais para que sejam estabelecidas metas ambiciosas e rígidas de redução de emissões de gases do efeito‐estufa pelos países desenvolvidos nas conclusões sobre o novo regime de clima, em Copenhague. Esperamos que os negociadores liderem os esforços para estabelecer:

1) um novo marco internacional que garanta que o aquecimento global ficará bem abaixo dos 2o C em relação à média pré‐industrial e

2) que antes do final da próxima década se inicie a trajetória descendente das emissões globais. É necessário que o regime climático internacional garanta redução de pelo menos 40% das
emissões no grupo de países desenvolvidos até 2020 em relação aos níveis de 1990, além de prever uma redução substancial na curva de crescimento de emissões dos países em desenvolvimento, como indica o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Da mesma forma, esperamos forte engajamento dos negociadores brasileiros para estabelecer legalmente os mecanismos financeiros para viabilizar a redução de emissões e programas da adaptação nos países em desenvolvimento, mais vulneráveis às mudanças climáticas;

 Apoio e empenho do Brasil na criação de um mecanismo de REDD (Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal) no âmbito da Convenção ‐ Quadro da ONU sobre Mudança do Clima e de seu acordo pós‐2012, capaz de estimular e recompensar os países tropicais pela redução do desmatamento e emissões associadas e pela conservação florestal em seus territórios.

 Apoio e criação de incentivos para a restauração florestal como uma estratégia para a
mitigação dos efeitos das mudanças climáticas pelo sequestro de carbono, em particular nas Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais em biomas com alto índice de desmatamento como a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga.

Acreditamos que o Brasil somente poderá se firmar na posição de uma liderança política e
econômica no contexto global se adotar medidas consistentes para conciliar o país com a nova
realidade econômica e socioambiental das mudanças climáticas provocam.

Assinam esse manifesto:

Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Apremavi – Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí
Conservação Internacional do Brasil
ECOAR – Instituto Ecoar para a Cidadania
FBDS – Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável
Fundação O Boticário de Proteção à Natureza
Fundação SOS Mata Atlântica
Greenpeace Brasil
IBio – Instituto Bio Atlântico
IEB ‐ Instituto Internacional de Educação do Brasil
Imazon ‐ Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia
IPAM – Instituto de Pesquisas da Amazônia
IPE – Instituto de Pesquisas Ecológicas
ISA ‐ Instituto Socioambiental
Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais
SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental
TNC – The Nature Conservancy
WWF Brasil

quinta-feira, 18 de junho de 2009

UTILIDADE PÚBLICA - Como lidar com o velho golpe do falso seqüestro por telefone

Passe para todos os seus familiares, amigos e colegas de trabalho:


O coronel da reserva da PM e pesquisador de segurança José Vicente da Silva, meu colega no Fórum Brasileiro de Segurança Pública, acabou de dar duas excelentes sugestões para se enfrentar com mais firmeza o golpe do falso seqüestro por telefone, também conhecido como extorsão por telefone.

Em entrevista ao "Jornal Hoje", agora há pouco, Vicente sugeriu que as pessoas que receberem telefonemas ameaçadores dizendo que têm em seu poder algum parente seu deve agir friamente e tomar três providências:


1) Desligar o telefone e não dar conversa aos supostos seqüestradores.

2) Dizer que quer falar com o filho, dando a ele um nome falso. Se os interlocutores não retrucarem o nome, caíram na armadilha e está confirmado que o seqüestro é falso.

3) Pedir aos supostos seqüestradores uma informação como o aniversário do filho, por exemplo.

Acrescento outras sugestões para se lidar com o problema: não se fornecer qualquer informação a estranhos sobre você ou integrantes de sua família; impedir que empregados façam o mesmo e que crianças atendam o telefone em casa.

A matéria do Jornal Hoje teve como gancho mais um caso de falso seqüestro, em que o pai caiu no golpe e foi de Sorocaba até São Paulo para pagar R$ 20 mil de resgate. Nesse ínterim, a mãe descobriu que era um golpe porque os bandidos perguntaram quanto tempo era da casa deles até São Paulo. Ora, se os bandidos não sabiam onde moravam os pais do suposto seqüestrado, isso indicava que o seqüestro era falso. Só que aí o pai já estava com os bandidos, tendo que pagar pela própria libertação.

É incrível como ainda há pessoas no Brasil que não ouviram falar do golpe do falso seqüestro. É por essas e outras que uma das funções deste blog é difundir orientações sobre proteção contra a violência, apesar de muita gente resistir a esse tipo de comportamento por considerar que não deve alterar seus hábitos em função de bandidos. Triste ilusão. Passou o tempo em que se podia contar apenas com a polícia no combate ao crime. A iniciativa individual de prevenção é cada vez mais importante para se derrotar os delinqüentes.

domingo, 14 de junho de 2009

Filme "Home" estreia no YouTube, cinemas e TV simultaneamente

quinta-feira, 4 de junho de 2009 15:44
por
Inma Martínez, da EFE



Produzido por Luc-Besson (do filme Imensidão Azul), filme discute problemas ambientais, será exibido em 126 países e também estará disponível em telas ao ar livre ou em DVD (veja abaixo como fazer para assistir com legendas em português do Brasil (e não de Portugal)).


Site oficial do documentário Home - Nosso Planeta, Nossa Casa

REPRODUÇÃO

Site oficial do documentário Home - Nosso Planeta, Nossa Casa

O filme Home - Nosso Planeta, Nossa Casa, dirigido pelo francês Yann Arthus-Bertrand e produzido por Luc Besson, estreia nesta sexta, 5 de junho, simultaneamente em 126 países em telas ao ar livre, cinemas, internet, televisão e em DVD.


Coincidindo com a celebração do Dia Internacional do Meio Ambiente, milhões de espectadores devem se reunir aos pés da Torre Eiffel em Paris, no Central Park em Nova York, na Trafalgar Square em Londres e em outros pontos do planeta onde o filme será projetado em telas ao ar livre.


O filme é uma iniciativa sem fins lucrativos e os produtores optaram por abrir mão dos direitos autorais em todos os formatos, desde a sala de cinema aos canais abertos na internet.


Nas primeiras horas desta sexta-feira, o YouTube colocará no ar versões do filme em inglês, alemão, espanhol e francês, que também estarão disponíveis na página oficial do documentário em http://www.home-2009.com.


Mais de uma centena de emissoras de TV em todo o mundo transmitirão o filme, entre as quais o canal árabe Al-Jazira, que se encarregou da tradução para o idioma local.


Só na França, duzentas salas de cinema passarão o filme em uma sessão única, seguida em alguns casos de debates com profissionais ligados à ecologia. Os DVDs dos filmes estarão à venda pelo preço simbólico de 4,99 euros e 20 mil cópias serão distribuídas gratuitamente para que sejam reproduzidas em colégios e até em prisões.


A produção de Home levou dois anos de filmagens, em 54 países, e mais de 500 horas de material bruto, para criar um documentário de duas horas que não pretende oferecer uma resposta ao problema ambiental, mas mostrar a situação do planeta para que cada pessoa pense em uma solução.


Neste sentido, o diretor do filme, o fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, disse que seu objetivo era "convencer" os cidadãos da necessidade e da possibilidade de atuar, para evitar que o homem termine destruindo a vida no planeta.


Inspirado no documentário Uma Verdade Incoveniente, do ex-candidato presidencial dos EUA, Al Gore, os últimos quinze minutos de filme sugerem algumas pistas, nunca soluções pré-fabricadas, porque cada pessoa deve encontrar sua forma de atuar e terá "6 bilhões de maneiras" para fazê-lo, explicou o diretor.


Para o artista de 63 anos, aí está a importância de que o filme seja gratuito, para garantir que "seja visto pelo maior número de pessoas no mundo", apontou.


Home foi filmado inteiramente do ar, do alto de helicópteros, de aviões, torres, como A Terra Vista do Céu(1994) o filme anterior do fotógrago, em que, com o patrocínio da Unesco, realizou um "inventário" das mais belas paisagens do planeta.


Arthus-Bertrand explica na página oficial de Home na internet que deseja ressaltar "não são os 50% das florestas que já desapareceram, mas os 50% que restam", pois hoje "o importante é que somos 6 bilhões de inteligências" con capacidade de ação para mudar as coisas.


Para assistir com legendas em português clique aqui:

Clique na seta que está em vermelho no rodapá do filme. Vai aparecer o o que estamos vendo na imagem acima, um pequeno retângulo.

Clicando na seta menor dentro deste pequeno retângulo aparecerá esta outro retângulo maior. Clique em TRADUZIR.

Clique em TRADUZIR outra vez. Pronto! As legendas em português aparecerão.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Fotos da 9ª Caminhada Ecológica ao Parque da Fonte Grande


Algumas fotos da 9ª Caminhada Ecológica ao Parque da Fonte Grande, promovida e coordenada pela AAPFG, Associação dos Amigos do Parque da Fonte Grande.

Concentração em Fradinhos

"Conversão" de ex-caçador

Pessoal assistindo ao filme do Parque da Fonte Grande

Show: Gustavo Macaco (óculos e guitarra) e convidados

De frente: Edson Valpassos (todo de branco) e vereador Max da Mata - DEM/ES
Mirante do Parque

Subindo pelas ruas de Fradinhos

Na trilha

Edson Valpassos plantando

Max da Mata plantando

Ruínas do caminho

Nota pública contra o desmonte da política ambiental brasileira

Fonte: PORTAL ECODEBATE
06/06/2009

As organizações da sociedade civil abaixo assinadas vêm a público manifestar, durante a semana do meio ambiente, sua extrema preocupação com os rumos da política socioambiental brasileira e afirmar, com pesar, que esta não é uma ocasião para se comemorar. É sim momento de repúdio à tentativa de desmonte do arcabouço legal e administrativo de proteção ao meio ambiente arduamente construído pela sociedade nas últimas décadas. Recentes medidas dos poderes Executivo e Legislativo, já aprovadas ou em processo de aprovação, demonstram claramente que a lógica do crescimento econômico a qualquer custo vem solapando o compromisso político de se construir um modelo de desenvolvimento socialmente justo, ambientalmente adequado e economicamente sustentável.

1. Já em novembro de 2008 o Governo Federal cedeu pela primeira vez à pressão do lobby da insustentabilidade ao modificar o decreto que exigia o cumprimento da legislação florestal (Decreto 6514/08) menos de cinco meses após sua edição.

2. Pouco mais de um mês depois, revogou uma legislação da década de 1990 que protegia as cavernas brasileiras para colocar em seu lugar um decreto que põe em risco a maior parte de nosso patrimônio espeleológico. A justificativa foi que a proteção das cavernas, que são bens públicos, vinha impedindo o desenvolvimento de atividades econômicas como mineração e hidrelétricas.

3. Com a chegada da crise econômica mundial, ao mesmo tempo em que contingenciava grande parte do já decadente orçamento do Ministério do Meio Ambiente (hoje menor do que 1% do orçamento federal), o governo baixava impostos para a produção de veículos automotores. Fazia isso sem qualquer exigência de melhora nos padrões de consumo de combustível ou apoio equivalente ao desenvolvimento do transporte público, indo na contramão da história e contradizendo o anúncio feito meses antes de que nosso País adotaria um plano nacional de redução de emissões de gases de efeito estufa.

4. Em fevereiro deste ano uma das medidas mais graves veio à tona: a MP 458 que, a título de regularizar as posses de pequenos agricultores ocupantes de terras públicas federais na Amazônia, abriu a possibilidade de se legalizar a situação de uma grande quantidade de grileiros, incentivando, assim, o assalto ao patrimônio público, a concentração fundiária e o avanço do desmatamento ilegal. Ontem (03/06) a MP 458 foi aprovada pelo Senado Federal.

5. Enquanto essa medida era discutida - e piorada - na Câmara dos Deputados, uma outra MP (452) trouxe, de contrabando, uma regra que acaba com o licenciamento ambiental para ampliação ou revitalização de rodovias, destruindo um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira e feita sob medida para se possibilitar abrir a BR 319 no coração da floresta amazônica, com motivos por motivos político-eleitorais. Essa MP caiu por decurso de prazo, mas a intenção por trás dela é a mesma que guia a crescente politização dos licenciamentos ambientais de grandes obras a cargo do Ibama, cuja diretoria reiteradamente vem desconhecendo os pareceres técnicos que recomendam a não concessão de licenças para determinados empreendimentos.

6. Diante desse clima de desmonte da legislação ambiental, a bancada ruralista do Congresso Nacional, com o apoio explícito do Ministro da Agricultura, se animou a propor a revogação tácita do Código Florestal, pressionando pela diminuição da reserva legal na Amazônia e pela anistia a todas as ocupações ilegais em áreas de preservação permanente. Essa movimentação já gerou o seu primeiro produto: a aprovação do chamado Código Ambiental de Santa Catarina, que diminui a proteção às florestas que preservam os rios e encostas, justamente as que, se estivessem conservadas, poderiam ter evitado parte significativa da catástrofe ocorrida no Vale do Itajaí no final do ano passado.

7. A última medida aprovada nesse sentido foi o Decreto 6848, que, ao estipular um teto para a compensação ambiental de grandes empreendimentos, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que vincula o pagamento ao grau dos impactos ambientais, e rasga um dos pontos principais da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, assinada pelo País em 1992, e que determina que aquele que causa a degradação deve ser responsável, integralmente, pelos custos sociais dela derivados (princípio do poluidor-pagador). Agora, independentemente do prejuízo imposto à sociedade, o empreendedor não terá que desembolsar mais do que 0,5% do valor da obra, o que desincentiva a adoção de tecnologias mais limpas, porém mais caras.

8. Não fosse pouco, há um ano não são criadas unidades de conservação, e várias propostas de criação, apesar de prontas e justificadas na sua importância ecológica e social, se encontram paralisadas na Casa Civil por supostamente interferirem em futuras obras de infra-estrutura, como é o caso das RESEX Renascer (PA), Montanha-Mangabal (PA), do Baixo Rio Branco-Jauaperi (RR/AM), do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi (PR) e do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas (SC/RS).

Diante de tudo isso, e de outras propostas em gestação, não podemos ficar calados, e muito menos comemorar. Esse conjunto de medidas, se não for revertido, jogará por terra os tênues esforços dos últimos anos para tirar o País do caminho da insustentabilidade e da dilapidação dos recursos naturais em prol de um crescimento econômico ilusório e imediatista, que não considera a necessidade de se manter as bases para que ele possa efetivamente gerar bem-estar e se perpetuar no tempo.

Queremos andar para frente, e não para trás. Há um conjunto de iniciativas importantes, que poderiam efetivamente introduzir a variável ambiental em nosso modelo de desenvolvimento, mas que não recebem a devida prioridade política, seja por parte do Executivo ou do Legislativo federal. Há anos aguarda votação pela Câmara dos Deputados o projeto do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) Verde, que premia financeiramente os estados que possuam unidades de conservação ou terras indígenas. Nessa mesma fila estão dezenas de outros projetos, como o que institui a possibilidade de incentivo fiscal a projetos ambientais, o que cria o marco legal para as fontes de energia alternativa, o que cria um sistema de pagamento por serviços ambientais, dentre tantos que poderiam fazer a diferença, mas que ficam obscurecidos entre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e outra. E enquanto o BNDES ainda tem em sua carteira preferencial os tradicionais projetos de grande impacto ambiental, os pequenos projetos sustentáveis não têm a mesma facilidade e os bancos públicos não conseguem implementar sequer uma linha de crédito facilitada para recuperação ambiental em imóveis rurais.

Nesse dia 5 de junho, dia do meio ambiente, convocamos todos os cidadãos brasileiros a refletirem sobre as opções que estão sendo tomadas por nossas autoridades nesse momento, e para se manifestarem veementemente contra o retrocesso na política ambiental e a favor de um desenvolvimento justo e responsável.

Brasil, 05 de junho de 2009.

Assinam:
Amigos da Terra / Amazônia Brasileira
Associação Movimento Ecológico Carijós – AMECA
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – APREMAVI
Conservação Internacional Brasil
Fundação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – FBOMS
Fórum das ONGs Ambientalistas do Distrito Federal e Entorno
Greenpeace
Grupo Ambiental da Bahia – GAMBA
Grupo Pau Campeche
Grupo de Trabalho Amazônico – GTA
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – IMAZON
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM
Instituto Socioambiental – ISA
Instituto Terra Azul
Mater Natura
Movimento de Olho na Justiça – MOJUS
Rede de ONGs da Mata Atlântica
Sociedade Brasileira de Espeleologia - SBE
Via Campesina Brasil
WWF Brasil

* Nota Pública enviada por Fernando Barreto Junior, Promotor de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural do Ministério Público do Maranhão, colaborador e articulista do EcoDebate

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Lembrete: CAMINHADA NESTE DOMINGO


Pessoal, lembrete: é neste domingo (07/06/2009) a 9ª Caminhada, ok? Vejam aqui:

Children, See... Children do - Crianças vêem... Crianças fazem.



A commercial to think before you act in relation to kids are watching everything we do. We must try to be good role models - they mirror our behaviour.

Tradução livre: um comercial para fazer pensar antes de nós, adultos, agirmos na frente de crianças. Devemos ser bons modelos. As crianças copiam e fazem o que vêem.




Comentário: faltou só o comercial mostrar uma pessoa engravatada derrubando uma árvore e uma criança derrubando uma muda.

A ESCOLHA É SUA, A ESCOLHA É NOSSA: